quinta-feira, 21 de julho de 2011

Administração é o curso que mais formou profissionais com bolsas do ProUni

Brasília - Administração é o curso que mais formou bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) desde a sua criação em 2004: 23.429 graduados. Em seguida, na lista dos cursos que mais formaram profissionais pelo programa, aparecem pedagogia (13 mil), direito (11 mil), enfermagem (7,7 mil) e ciências contábeis (7,4 mil).

Balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que no total 174,5 mil pessoas já se graduaram pelo programa. Há ainda 464 mil bolsistas ativos atualmente. Pode participar do ProUni o aluno que cursou todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa. Também é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 e atender aos critérios de renda do programa.

Para o primeiro semestre de 2011, 1 milhão de candidatos se inscreveram para disputar uma das 92 mil bolsas ofertadas. Ainda está prevista uma terceira chamada, que será divulgada pelo MEC na próxima segunda-feira (25).

A maior disputa por bolsas do ProUni na última edição foi no Rio Grande do Norte. Cada uma das 718 vagas disponíveis foi disputada por 15 candidatos.

ernambuco, o Pará, Alagoas, o Piauí, o Maranhão e a Paraíba também registraram mais de dez candidatos por bolsa disponível. Em termos absolutos, o estado com o maior número de inscritos foi Minas Gerais (68 mil), seguido por São Paulo (67 mil), pela Bahia (32,1 mil), pelo Rio Grande do Sul (32 mil) e pelo Rio de Janeiro (29 mil).

Amanda Cieglinski / Agência Brasil

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Prefeitura e Estado disputam gestão da Saúde no município

Sesab quer gerir R$ 600 milhões dos hospitais, hoje nas mãos da Prefeitura

De olho na significativa verba oriunda do governo federal, o secretário estadual da Saúde (Sesab), Jorge Solla (PT), enviou um ofício em maio ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), com um pedido especial: que sejam transferidos para a gestão estadual todos os hospitais públicos estaduais e federais, além dos filantrópicos Santo Antônio, Martagão Gesteira e Santa Izabel. Na prática, isso significa gerir R$ 599 milhões a mais – um incremento de 19% no orçamento do Estado. Atualmente, o SUS em Salvador é gerido exclusivamente pela Prefeitura.

Solla chegou a declarar que ajudaria o secretário municipal da Saúde (SMS), Gilberto José (PDT), a sanar o déficit mensal de R$ 6 milhões em hospitais e postos da cidade. Agora, a Sesab acredita cegamente que a transferência na gestão dos recursos é a melhor solução.

A mudança de postura ocorreu após o município cobrar do Estado a prestação de contas dos recursos do SUS repassados, que não é feita há dois anos – o que pode justificar o estrago nas contas da prefeitura e a dívida com as entidades filantrópicas.

A exigência é uma condicional para a renovação do protocolo de compromisso entre entes públicos (PCEP), que regula a transferência de recursos federais para a Sesab através da SMS.

"Achei por bem exigir a prestação de contas. Dos R$ 235 milhões recebidos por eles em 2010, apenas R$ 182 milhões foram justificados", denuncia Gilberto José.

Se o pedido for aprovado, o município não fiscalizará mais a verba federal e ficará com apenas R$ 329 milhões para investir no setor – cerca de 65% a menos. Já o Estado terá plenos poderes para barganhas e investimentos.

Município à míngua

Caso consiga a concordância do Ministério da Saúde para a transferência de gestão de tantas unidades, o secretário Jorge Solla estará assinando embaixo de uma verdadeira ‘quebradeira’ na assistência municipal em Salvador.

Isso porque, dos R$ 685 milhões que o município recebe do governo federal para a assistência à saúde, R$ 599 milhões são aplicados na gestão destas unidades. Sobrariam então apenas R$ 86 milhões para a Secretaria Municipal da Saúde.

Troca de acusações

O secretário Gilberto José insiste em afirmar que os débitos nas contas da saúde soteropolitana são "questão meramente política e podem envolver outros interesses". Além disso, ele questiona a mudança de postura de Jorge Solla contra a gestão plena e o comando único da saúde.

Do outro lado, a Sesab, por meio da assessoria de comunicação, acusa a SMS de impedir, há dois anos, auditorias do SUS. A acusação é confrontada pelo município, usando como justificativa uma auditoria do SUS realizada em junho no Samu da capital.

Ainda de acordo com a SMS, o início do caos financeiro começou em 2008, com a saída do então secretário Carlos Alberto Trindade. Às vésperas de deixar o cargo, Carlão, como era conhecido, teria realizado mudanças na gestão dos recursos, transferindo diretamente para o Estado valores que antes cabiam ao município. Coincidência ou não, desde então, Carlão passou por vários cargos comissionados na Sesab, todos intimamente ligados a Jorge Solla.

Déficit mensal

Em termos de assistência hospitalar, a Prefeitura de Salvador tem um déficit mensal médio de R$ 6 milhões, atribuído sobretudo ao financiamento insuficiente do SUS e ao excesso de pacientes do interior atendidos na capital, sem que seus municípios de origem repassem recursos para cobrir esses custos.

Só entre abril e maio deste ano, 1.400 cidadãos do interior utilizaram os serviços do Hospital Aristides Maltez e do Centro Estadual de Oncologia (Cican) com recursos do município, aumentando ainda mais o rombo nos cofres.

Levantamentos feitos em parceria pelas duas secretarias da Saúde apontaram como soluções para o problema a realocação de recursos do Serviço de Assistência Farmacêutica Básica, do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação e aumento do repasse fixo do governo federal, que totalizariam cerca de R$ 59 milhões a mais no tesouro municipal.

"O que está acontecendo é um oportunismo da Sesab tentando transferir a gestão dos hospitais e controlar essa verba", afirma o secretário Gilberto José.

Ministério da Saúde apressa-se

Antes mesmo de oficializar o pedido de Solla, o Ministério da Saúde apressou-se e, no dia 6/7, autorizou o depósito de parte dos recursos devidos à cidade no Fundo Estadual de Saúde. A mudança foi classificada como um "engano", não corrigido até hoje. Um outro "engano" foi a redução de R$ 7,3 milhões na parcela mensal paga ao município. Este último, entretanto, foi corrigido imediatamente.

O Jornal da Metrópole tentou contato com o Secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, até o fechamento desta edição, mas não obteve retorno. Magalhães é o responsável pela situação em Brasília.


Fonte: Portal da Metropóle

Ferrovia tem construção embargada pelo Ibama

Principal obra do PAC na Bahia com investimento previsto de R$ 4,2 bilhões, a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) teve sua construção embargada pelo Ibama. A justificativa do órgão é de que a Valec Engenharia, a estatal do Ministério dos Transportes responsável pela execução do projeto, não cumpriu as condicionantes ambientais estabelecidas na licença de instalação da obra.

A Valec é uma das investigadas no esquema de corrupção do PR no Ministério Transportes, motivo pelo qual o titular, José Francisco das Neves, foi exonerado pela presidente Dilma Rousseff no inicio do mês.

O embargo do Ibama atinge os quatro primeiros lotes da ferrovia, localizados entre Caetité e Ilhéus, num total de 537 quilômetros. Iniciado há cinco meses, esse trecho tem prazo para ser concluído em julho de 2012, e beneficiará a indústria de extração de minério de Caetité.

O segundo trecho, ligando Caetité a Barreiras, somando mais 485 km, está previsto para julho de 2013. Vai permitir o escoamento da produção agrícola do oeste baiano. O terceiro trecho irá ligar Barreiras a Figueirópolis (TO), onde ocorrerá a integração com a Ferrovia Norte-Sul.

A assessoria de imprensa do órgão ambiental explicou que alguns programas não foram cumpridos pela Valec, mas não soube informar quais foram desrespeitados.
Já a assessoria da Valec disse que os técnicos da estatal estão se inteirando dos termos da notificação do Ibama para apresentar as justificativas.

Com informações do A Tarde.

Defesa do Consumidor de graça no Shopping Barra

A Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Codecon) realizará a partir desta terça-feira (19) até o próximo dia 21, o “Balcão do Consumidor” no Shopping Barra, no 1º piso, setor leste. Os clientes terão a oportunidade de tirar suas dúvidas sobre os direitos do consumidor, e prestará serviço gratuito a pessoas físicas e jurídicas. O horário de atendimento será seguirá o horário de funcionamento do shopping.

Com informações do Bahia Notícias.

Servidores municipais garantem passar a semana toda acampados na Câmara


Em greve desde o dia 7 de julho, os servidores municipais garantem que não irão ocupar a Câmara Municipal, onde estão desde ontem, por toda a semana, além de manter a paralisação até que prefeitura e legislativo aprovem o Plano de Cargos e Salários de R$ 96 milhões. Os servidores pedem 40% de aumento.

A prefeitura já sinalizou que pode pedir ajuda policial, já que a greve foi considerada ilegal pela Justiça na última semana e, mesmo assim, segundo a prefeitura, os grevistas estão impedindo o acesso de servidores que querem retornar ao trabalho com piquetes e bloqueios com cadeados e chaves. Os servidores dizem que a ameaça não os incomoda.

Para os grevistas, a alegação da prefeitura de que a aprovação do Plano iria ultrapassar o limite da Lei ad Responsabilidade Fiscal não é correta e o PCCV seria inteiramente viável. "O plano de cargos foi construído com representantes dos servidores e da própria prefeitura", diz André Bonfim, membro da comissão de greve dos servidores.

Para Edinei Reis, o prefeito João Henrique deveria entrar em acordo com os servidores de maneira pacífica. "Não acreditamos que seja opção do prefeito encerrar sua gestão com a utilização de força policial contra os servidores", disse, em nota.

Segundo Reis, os servidores estão respeitando a lei que determina que 30% do efetivo continue trabalhando durante a greve para atender serviços essenciais e de emergência.

Proposta recusada

Em reunião nesta manhã, a prefeitura chegou a oferecer reajuste de 5,79%, retroativo a maio, mas a proposta foi recusada pelos servidores. Uma contraproposta foi apresentada pelo Sindseps e deve ser analisada por gestores do município, que devem dar a resposta na quarta-feira.

As informações são do Correio da Bahia.

Desemprego é menor, mas falta capacitação


SÃO PAULO - Apesar do desemprego mensal no Brasil ter diminuído, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a falta de profissionais capacitados ainda é uma marca do mercado de trabalho brasileiro. De acordo com o instituto, a taxa de desemprego caiu em junho para 6,2%, a menor para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, em março de 2002. A população desocupada foi calculada em 1,5 milhão de pessoas, número estável em relação ao mês anterior. Do total de pessoas empregadas, no entanto, 56,8% não possui ensino médio completo, segundo dados de 2009 do instituto.

Essa, segundo o diretor de operações da empresa de recrutamento especializado Robert Half em São Paulo, Fernando Mantovani, é uma das diferenças do perfil do trabalhador do Brasil, quando comparado a profissionais de outros países. De acordo com ele, apesar de existir mão de obra muito bem qualificada no País, a demanda por esses profissionais, atualmente, é muito maior do que a oferta. "A educação pública é muito mais sólida no exterior do que aqui. Se formos pensar na base da formação do indivíduo, a proporção de profissionais que tiveram um bom nível de estudo é muito menor no Brasil, o que é natural em um país com um déficit educacional como o nosso".

De acordo com Mantovani, o momento de crescimento econômico que o Brasil vive hoje tem atraído muitas empresas para o País, o que tem aquecido o mercado de trabalho. "Muitas companhias enxergam aqui uma oportunidade para compensar o resultado negativo na América do Norte. Na América do Sul, o Brasil é o país que mais chama a atenção." Essa expansão no número de empregos associada a uma carência de profissionais gera o que tem sido chamado de "apagão da mão de obra". Isso ocorre quando um país apresenta um elevado crescimento econômico, mas não tem como manter esse crescimento devido à falta de profissionais capacitados para sustentá-lo.

Estrangeiros

É consenso entre analistas que a única maneira para evitar a falta de trabalhadores qualificados é ampliar os investimentos em educação e cursos técnicos para capacitar mais pessoas. O governo, contudo, tem optado por remediar momentaneamente a situação, facilitando a entrada de mão de obra estrangeira no país. "Com as crises na Europa e nos EUA, muitos estrangeiros têm vindo ao Brasil procurar emprego", afirma Mantovani. A prática tem sido observada em vários setores do País, como o de óleo e gás do Rio de Janeiro.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, no primeiro semestre de 2011, foram concedidas 26.545 autorizações de trabalho para estrangeiros no Brasil, um aumento de 19,4% em relação aos seis primeiros meses de 2010. Do número registrado neste ano, 14.047 estrangeiros tem o Ensino Superior Completo ou Habilitação Legal Equivalente. Em seguida, estão os com Ensino Médio Completo ou técnico profissional, com 8.439 autorizações. Os estrangeiros que possuem pós-graduação, mestrado e doutorado somaram juntos 997 autorizações. Os que possuem segundo grau incompleto somam 536 dos vistos e os que possuem ensino superior incompleto somam 152.

Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o crescimento na entrada de estrangeiros no País está associado à expansão da economia. "Nos últimos anos, o Brasil cresceu muito. Com este desenvolvimento, cresce o investimento, cresce a demanda por mão de obra interna e também cresce a demanda por mão de obra externa". Além disso, o ministro destaca que existem realidades diferentes em relação à mão de obra estrangeira que entra no País e a de outros países. "No Brasil, estamos em um processo de crescimento e temos que fazer com que o mercado de trabalho continue sendo aquecido para os brasileiros. É diferente de um país já desenvolvido, que não tem mais mão de obra e precisa de trabalhadores para ocupar cargos mais subalternos, que não concorrem com seu mercado interno. Acabam tendo um volume maior por conta disso".

Já as autorizações permanentes totalizaram 1.861, 30,3% mais na comparação com o mesmo período de 2010. Desse total, 762 vistos foram concedidos para administradores, diretores e executivos com poderes de gestão. "O número de administradores e gestores aumentou bem. Significa dizer que é muito capital entrando, trazendo sócios e diretores para ficarem no Brasil. Se ele vem trabalhar no Brasil, é porque a empresa matriz está querendo ampliar seus negócios por aqui. É sinal que estão realmente interessados nos investimentos", explicou o ministro.

Desemprego no Brasil e no Mundo

No ranking elaborado pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês), que classifica 200 nações por seu nível de desemprego, o Brasil ocupa a 71a posição, com o índice calculado em 2010, de 7%. Na lista, o País fica à frente de países como Alemanha, Inglaterra, França, e Estados Unidos. Com mais pessoas empregadas em junho - e ainda com o aumento do desemprego na Europa por conta da crise -, a colocação do Brasil deve melhorar ainda mais.

Com informações da Agência Estado  

terça-feira, 19 de julho de 2011

O PP, a PPP e o metrô de Salvador


Por: Redação Bocão News

O ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), esteve em Salvador e prometeu R$ 3 bi para o Salvador. R$ 570 milhões para a mobilidade da Capa 2014 e mais R$ 2,4 bilhões para a mobilidade de Salvador.

Segundo informa a nota de Levi Vasconcelos em Tempo Presente, desta terça-feira (12), só falta a ordem de Dilma e de Wagner para saber como vai encaminhar o dinheiro. 

O governador deve correr para acelerar a rubrica do gasto que é o edital da mobilidade de Salvador. Espera-se que a Parceria Público-Privada (PPP), que deve ser proposta da mobilidade, não seja igual a da Nova Fonte (ou Estádio Octávio Mangabeira, para não ofender ninguém), onde o dinheiro público arca com 80% do custo.

Zezéu Ribeiro (PT), secretário do Planejamento, disse que vai conversar com as prefeituras e as Câmaras de Salvador e Lauro de Freitas. E que tudo vai correr “em plena harmonia”.  Espera-se que não fique só na discussão, se não o tempo passa. O metrô tem mania de bater recorde de atraso.

Seguem notas na íntegra.

O edital do Metrô

O governo já está trabalhando na formatação do edital do novo metrô.

O secretário Zezéu Rinbeiro (Planejamento) diz que a partir da próxima semana vai marcar as audiências públicas. A ideia básica é discutir o assunto à exaustão com as prefeituras de Salvador, Lauro de Freitas e as Câmaras.

Daí em diante é correr para viabilizar o projeto. Zezéu reafirma a convicção de que tempo dá e dinheiro tem.

- Faremos tudo em plena harmonia.

R$ 3 Bi PARA SALVADOR – O ministro Mário Negromonte (Cidades), que estava sábado, em Salvador, diz que só aguarda a palavra de ordem da presidente Dilma e do governador Wagner para ver como vai encaminhar o novo metrô. Segundo ele, no Ministério das Cidades , além dos R$ 570 milhões para a mobilidade da Copa, tem outros  R$ 2,4 bilhões para a mobilidade de Salvador.
 
- Esse dinheiro, mais a participação empresarial com a PPP,  viabiliza o metrô.